Está no Parque do Ibirapuera (no Pavilhão da Bienal) a 29ª edição da tradicional Bienal de Artes de São Paulo. Uma das mais importantes mostras artísticas do planeta, a Bienal reúne mais de 800 obras criadas por 159 artistas, dentre as quais há um claro predomínio de vídeos e fotografias, seguindo tendência de mostras internacionais do gênero. As obras ficarão expostas até 12 de dezembro. A entrada é gratuita.
Este ano, a Bienal de São Paulo, cujo título reproduz verso do poeta Jorge de Lima - "Há Sempre Um Copo de Mar para o Homem Navegar" -, traz as obras sob o signo de um conceito abrangente: a relação entre arte e política.
Com investimentos de R$ 30 milhões, divididos entre o poder público e a iniciativa privada, esta edição da mostra reúne nomes badalados do circuito internacional, que vão desde a belga Chantal Akerman e a norte-americana Nan Goldin até os cineastas Jean Luc-Godard, lenda da nouvelle vague, e Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro em Cannes neste ano, que também desenvolve trabalhos em outros suportes.
Entre os nomes da arte brasileira, o evento promove um resgate oportuno e bem articulado de algumas das figuras mais importantes das vanguardas nacionais, como Flávio de Carvalho, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Cildo Meirelles, ao mesmo tempo em que aposta em novos artistas, como o mineiro Matheus Rocha Pitta e a carioca Alice Miceli, ambos de apenas 30 anos.
Imperdível!

Maurits Cornelis Escher (1898–1972) foi um artista gráfico cujas obras incluíram um teor considerável de matemática. Embora tenha iniciado os estudos com vistas à arquitetura, logo optou por desenvolver-se nas artes gráficas onde buscou representar suas criações em três dimensões no plano bidimensional do papel. Os rumos de sua obra, baseada na divisão regular do plano em figuras geométricas, tiveram início com uma visita a Alhambra, em Granada. Os azulejos mouros trouxeram inspiração para a criação de superfícies com figuras geométricas. No trabalho de Escher as texturas abandonaram o abstracionismo para ganhar vida através de figuras concretas existentes na natureza, pássaros, peixes, répteis, etc. Escher trabalhou com as leis da perspectiva para produzir surpreendentes efeitos de ilusão de óptica e, sem ser profundo conhecedor de matemática e de física, incorporou estas áreas do conhecimento em sua arte.